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Jan

Projeto Tamar, show de passeio e um espetáculo de Projeto !

Postado por alexandre, às 17:20h

Que grata surpresa tive nos últimos dias de 2012. Um passeio despretensioso a Praia do Forte, finalmente conheci (acho que fui o último daqui de Salvador) a unidade de Praia do Forte do belo Projeto Tamar.

Apesar de ter ouvido falar e já ter visto algumas reportagens a respeito, fui surpreendido com a bela estrutura deste projeto nesta minha visita.

Primeiro me descobri um completo ignorante em Tartarugas Marinhas. Não tinha idéia do tamanho destes répteis que podem ser vistos nos inúmeros aquários do local. São gigantes e as que tem lá, ainda não são as maiores.

A tartaruga de couro, por exemplo pode chegar a 1,80m e 700kg. Eu não sabia !

Fora os números alcançados pelo projeto, a organização e estrutura são muito bons. Apesar de ser crítico e exigente com as coisas de minha terra, fiquei maravilhado com a unidade de Praia do Forte. Na Bahia, ainda tem em Mangue Seco e em Sauipe. São 22 bases do projeto no litoral brasileiro, 18 funcionando o ano inteiro e 4 que funcionam apenas no período de desova.

Os exemplares de tubarão lixa no aquário são uma atração a parte e deixou eu e meus filhos encantados.

Atração maravilhosa para todas as idades, mas em especial para os pequenos que podem ver de perto várias espécies de peixe, arraias, tartarugas e os tubarões. Visitei apenas os tanques, uma vez que ainda existem atrações como o subamrino amarelo e o horário de alimentação dos animais que ouvi dizer que é muito legal.

Vejam que estou analisando no aspecto de visitante, pois falar de um projeto tão sério e tão bem feito é motivo de orgulho para nós brasileiros.

Segundo site oficial, para a “espécie de pente (Eretmochelys imbricata), houve um incremento de sete vezes, passando de 199 ninhos para 1.345 no período analisado (1991-1992 a 2005-2006). Para a cabeçuda (Caretta caretta) – a espécie mais comum desovando no litoral brasileiro -, foram analisados dados obtidos entre as temporadas reprodutivas de 1988/1989 e 2003/2004. O crescimento foi de cinco vezes, passando de 1.200 ninhos para mais de 6.000, colocando o Brasil como uma das principais áreas de desova do mundo, atrás apenas da Flórida, nos Estados Unidos, e Masirah, em Omã, no Oriente Médio.

A espécie oliva (Lepidochelys olivacea) aumentou o número de ninhos em 10 vezes, passando de 256 na temporada de 1991/1992 para 2.606 na temporada 2002/2003, tornando sua população uma das mais numerosas do Atlântico oeste.

Finalmente, os estudos para as tartarugas de couro (Dermochelys coriacea) – que apresentam um número muito reduzido de desovas – também registraram aumento, com variação de seis ninhos em 1993-1994 para 92 em 2002-2003.”

É um passeio que vale muito a pena e um trabalho que merece ser prestigiado. Maiores informações sobre este projeto visitem o site oficial.

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