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Os Oito Odiados

Postado por alexandre, às 8:26h

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Se você não gostar do estilo Tarantino, não será “Os Oito Odiados” que mudará sua opinião.
Como particularmente eu gosto muito, o filme me divertiu. Não é o melhor filme dele, mas para quem gosta dos elementos “marca registrada” do diretor, pode encarar.

Desta vez, o estilo é western, ambientando num período pós-guerra civil norte-americana, e bebe da fonte de filmes que explora o psicológico e em determinado momento, do estilo mistério “Agatha Christie”.

O carrasco John Ruth (Kurt Russell) está transportando uma criminosa, a procurada Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), que ele espera trocar por grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes se deparam com o caçador de recompensas Marquis Warren (Samuel L. Jackson), e o ainda não empossado xerife Chris Mannix (Walton Goggins), que pegam a carona para escapar de uma enorme nevasca. Como as condições climáticas pioram, eles buscam abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, os oito viajantes no local começam a descobrir os segredos uns dos outros, desenvolvendo um clima de mistério e descobertas.

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Tarantino repete seu talento na escolha de elenco que a princípio causa estranheza, mas que normalmente ele acerta. Samuel L Jackson, como sempre, muito a vontade nos filmes do diretor, um Kurt Russel que neste caso é o ator no ostracismo que Tarantino gosta de ressucitar(e consegue), além dos bons Walton Goggins, Tim Roth e de outro que já trabalhou com ele, Michael Madsen (Kill Bill).

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As caractéristicas de Tarantino estão presentes a cada minuto. Observem logo no início a apresentação de elenco, direção, etc nas cenas iniciais do filme, como ocorriam antigamente nos filmes. Faz-se notar também uma ótima trilha sonora, bem ao gosto peculiar do diretor que sempre acerta mão neste quesito. Diálogos extensos, que tratam de aspectos relevantes, mas também de outros sem nenhuma importância, mas que Tarantino gosta de prolongar, foram exagerados na primeira parte do filme. A viagem da diligência que ocorre na primeira parte do filme foi muito extensa, baixando o ritmo do filme, que se recupera quando chegam a casa, onde passará a principal parte da história.

Cenas chocantes, violentas como uma quantidade absurda de sangue, aliás tinta vermelha deve ser um dos gastos mais relevantes em termos de quantidade nas suas produções. Um filme que se passa em sua maior parte numa único ambiente, durante uma nevasca, nas mãos de uma diretor como Tarantino (que sabe contar uma história), se transforma num filme que copnsegue prender, mesmo com apenas 60 milhões de orçamento.

O que me fez gostar mais é que em certos momentos, somos envolvidos no clima estilo “Agatha Christie” onde somos instigados a que deduzir quais as verdadeiras intenções de cada intrigante personagem que vão surgindo conforme o filme avança em seu inteligente roteiro.

Foi meu primeiro filme em 2016. Assim como terminei bem em 2015 com Star Wars, este início de 2016 se mostra promissor.

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