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Dec

Agatha Christie, a rainha do romance policial

Postado por alexandre, às 20:00h

Devo a Agatha Christie um dos primeiros empurrões para o gosto da leitura. Digo um dos primeiros, pois os quadrinhos tiveram papel fundamental.Confesso que há muito tempo não leio um de seus romances.

Seus livros são dos mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare, com mais de 4 bilhões de cópias vendidas em diversas línguas.

Seus romances policiais cheios de mistérios, crimes e pistas que conduziam seus detetives a deduções fantásticas que sempre me supreendiam.

Meu detetive favorito sempre foi o belga Hercule Poirot, embora lembro de ter lido Miss Marple também em “Convite para um Homicídio”, se não em falha memória. Poirot é um ótimo personagem, inteligente, refinado, extravagante e convencido. Atento a pequenos detalhes que nas construções dos crimes faziam total diferença.

As tramas clássicas de Poirot são Assassinato no Expresso Oriente e Morte no Nilo, livros que li e filmes que assisti ainda adolescente. No cinema, Poirot sempre foi e sempre será sir Peter Ustinov, ainda que tenha sido encarnado numa versão mais recente de Morte no Nilo por Alfred Molina(o octopus de Homem Aranha 2 e Chocolate).

O último caso de Poirot está no livro Cai o Pano, quando Agatha “tirou a vida” de seu belo personagem.Para evitar que continuassem a explorar seu personagem depois de sua morte, Agatha Christie decidiu matar Poirot neste romance que foi escrito na década de 1940, mas que, segundo ordens expressas suas, só deveria ser publicado após sua morte. Por essa razão, Cai o pano somente foi lançado em 1975. A ação já começa com Poirot doente e sua morte fecha a trama. Uma despedida dupla, da criatura e de sua criadora.

A fórmula de Agatha Christie  funcionou e não é a toa que vendeu em torno de  4  bilhões de livros. Um crime forte, vários suspeitos com inúmeras ligações entre si, um detetive astuto amarrando um intricado quebra-cabeças a ser montado diante do público, geralmente num encontro de todos os suspeitos, quando toda trama era remontada de acordo com as pistas colhidas no caminho.

Um outro filme que assisti, mas este sem ter lido o livro, foi  Assassinato no Dia de Sol. Este filme de 1982, traz Maggie Smith, a professora Minerva de Harry Potter. Num clima de filme dos ano 60,  conta o assassinato de uma atriz,  desafeto  de várias pessoas.

Uma série com Poirot, aqui caso interpretado por David Suchet, também foi lançada. Esta ainda não tive oportunidade de assistir.

 

Reviravoltas nem sempre bem digeridas pelo público que normalmente “tentava descobrir o assassino”,  ainda assim fez os crimes de Agatha grandes sucessos da literatura e cinema.

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